sábado, 15 de fevereiro de 2020

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segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Educação a distância - O papel do tutor no EaD

Nesta minha primeira postagem, trago uma resenha apresentada a um curso EaD do qual estava fazendo parte. Irei incrementando o site com particularidades matemáticas e relacionadas a educação.

        Como visto em Machado e Machado (2004), as diferenças relacionadas ao conhecimento (em termos pedagógicos) entre o tutor e o professor são nulas, ou seja, ambos devem ter conhecimento pleno do conteúdo a ser ministrado, conhecer o projeto pedagógico, desenvolver métodos didáticos para que o processo de ensino aprendizado se de da melhor forma possível, levando o bom professor a ser um bom tutor e vice versa.  O diferencial entre os dois profissionais é influenciado pelo encontro presencial. 
      O professor leva “vantagem” quanto ao relacionamento “afetivo” com seu aluno, o que possibilita muitas vezes um melhor rendimento durante o processo de ensino. O tutor deve buscar reduzir a distância e ampliar sua relação com os alunos, sejam por telefonemas, e-mails, mostrando o quanto o aluno é importante para o curso e para o grupo no qual está inserido. Quando não existe o contato visual, ou seja, o presencial, as chances de se perder um aluno é maior que no ensino a distância, mas, qual professor que nunca teve o “eu não gosto de você” e com muito trabalho ouvir “como eu aprendi com você”, e isso o tutor deve alcançar.
      Dentre as diferenças entre os professores e tutores está o tempo disponível para com o aluno. No ensino presencial, o professor possui horários rígidos e muitas vezes pouco flexíveis, devido a seus compromissos. No ensino a distância, o tutor é mais flexível com o tempo, possibilitado pelos meios tecnológicos como e-mail, chat, telefone, não sendo necessário um horário fixo para os encontros. Conclui-se também que neste método de ensino, o aluno assume o papel principal no processo de ensino aprendizado, sendo ele o responsável pela quantidade e nível de conhecimento a ser obtido, tendo como conselheiro o tutor, fomentando e encaminhando para o conhecimento construtivo.
      O tutor obrigatoriamente deve ter conhecimento dos meios tecnológicos a serem utilizados, bem como o desejo de aprender novos conceitos e aberto em novas tecnologias. A atualização torna-se obrigatória e acompanhar os avanços dos meios de comunicação e disseminação da cultura é indispensável.  Outro ponto forte de um tutor deve ser sua habilidade para tratar com diversos tipos de alunos, diversos conhecimentos, facilidade na comunicação social, ser o líder, o construtor de caminhos.
      No ambiente virtual, deve corrigir as tarefas e apresentar pareceres individuais, ou seja, cada aluno possui um ponto mais fraco ou mais forte, e conhecendo-os, pode trabalhar em cima dos mesmos e melhoras a forma de absorver os conteúdos por parte dos alunos. O tutor não deve deixar o aluno sem respostas, e muito menos, gerar atraso nas mesmas pois o aluno sozinho é um aluno prestes a abandonar.
       O tutor não deve entregar o peixe, deve ensinar a pescar, isto é, mostrar caminhos e para que o processo de certo, o aluno deve procurar o conhecimento também fora do ambiente virtual, e depende, em grande parte dele, o aluno, a vitória ao fim do percurso. 

Fonte:
MACHADO, Liliana Dias; MACHADO, Elian de Castro. O papel da tutoria em ambientes de EaD. In: Trabalho apresentado no XI Congresso Internacional da Abed, Salvador. 2004.